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25 anos de Touch Me: o clássico que levou o progressive house ao mundo
O DJ português Rui Da Silva e a música que colocou Portugal no topo da dance music mundial
por Fabrício Lopes - 06/01/2026

25 anos de Touch Me: o clássico que levou o progressive house ao mundo
por Fabrício Lopes - 06/01/2026

Em 2026, um dos maiores clássicos da música eletrônica completa 25 anos.
Lançada no início de 2001, Touch Me, de Rui Da Silva com vocais de Cassandra Fox foi uma música que ajudou a mudar a forma
como o mundo via a dance music.
Na virada do milênio, o cenário pedia algo novo. Mais moderno, mais emocional, menos óbvio. E “Touch Me” apareceu exatamente nesse momento, conectando pista, rádio e sentimento como poucas faixas conseguiram fazer.
“Touch Me” é simples na forma, mas gigante no impacto.
A base é minimalista, com poucos acordes, uma batida constante e espaço total para a voz da Cassandra conduzir a música. Não tem refrão explosivo, não tem fórmula pronta. A faixa cresce devagar, envolve e prende quem está ouvindo.
É música pensada como viagem, do jeito que um DJ entende a pista. Talvez por isso tenha funcionado tão bem nos clubes — e também no rádio.

O resultado foi impressionante: cerca de 400 mil cópias vendidas e o 1º lugar nas paradas do Reino Unido, algo raríssimo para uma faixa de música eletrônica naquela época.
Rui Da Silva entrou para a história como o primeiro artista português a alcançar o topo das paradas britânicas.
Antes de “Touch Me”, Rui Da Silva já era respeitado no underground. Nos anos 90, ao lado do DJ Vibe, fazia parte do projeto Underground Sound of Lisbon, muito forte nas pistas internacionais.
Mas foi com “Touch Me” que ele ajudou a levar o progressive house para outro patamar.
A música mostrou que esse estilo — mais profundo, mais emocional e menos acelerado — podia conquistar o grande público.
Não precisava ser agressivo. Podia ser elegante, envolvente e marcante.
A partir dali, o progressive house ganhou espaço fora dos clubes e passou a dialogar com o pop,
influenciando uma geração inteira de produtores e DJs no começo dos anos 2000.
Curiosamente, Rui Da Silva quase não trabalhava com vocalistas.
Morando em Londres, inspirado pelos clubes da cidade e por DJs como Paul Oakenfold, ele imaginava como seria criar uma faixa vocal que funcionasse na pista.
A resposta veio por acaso. Caminhando por Piccadilly Circus de madrugada, ouviu uma jovem cantando na rua. Era Cassandra Fox. O convite para o estúdio veio ali mesmo. Pouco tempo depois, a música estava pronta.
Às vezes, os maiores clássicos nascem assim: sem plano, sem pressão, só com feeling.
Antes mesmo do lançamento oficial, “Touch Me” já estava explodindo nos clubes.
DJs tocaram, o público reagiu, o boca a boca se espalhou rápido, especialmente em Ibiza.
Mesmo com alguns obstáculos no caminho, quando a música finalmente chegou às lojas, estreou direto no topo das paradas britânicas.
Um feito histórico para a música eletrônica — e para o progressive house.
Um clássico de verdade não envelhece. Ele atravessa gerações.
Mesmo depois de 25 anos, “Touch Me” continua sendo tocada em clubes, festivais, rádios e sets pelo mundo.
A música segue emocionante, atual e forte, provando que boas ideias não têm prazo de validade.


