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Batina, beat e laser

Conheça o padre DJ que mistura fé, pista e viralizou com vídeo enviado pelo Papa

por Fabrício Lopes - 24/02/2026



O nome dele é Guilherme Peixoto, mas o mundo já conhece como Padre Guilherme. Português, 51 anos, sacerdote da arquidiocese de Braga e, ao mesmo tempo, presença cada vez mais constante em festivais de música eletrônica.

A mistura chama atenção: batina, sintetizador, laser e drop. Mas para ele, não existe contradição. Existe conexão.

Padre Guilherme ganhou projeção mundial durante a Jornada Mundial da Juventude 2023, em Lisboa. No meio de milhares de jovens, lá estava ele comandando um set eletrônico. Os vídeos viralizaram, a imagem correu as redes e o padre DJ virou assunto global.

No ano passado, outro momento chamou atenção. Durante a comemoração dos 75 anos do presidente da Conferência Episcopal da Eslováquia, Bernard Bober, o Papa Leão XIV enviou um vídeo especial. Padre Guilherme recebeu o material na noite anterior à apresentação. O que ele fez? Transformou em música. Acrescentou sintetizadores, mixou, masterizou e terminou o trabalho às três da manhã.

Quando o Papa diz “Amém”, começa o set. Fumaça, luzes, laser dentro da Catedral de Santa Elizabete. O vídeo passou de milhões de visualizações no TikTok e no Instagram.

Sim, a pista chegou à catedral.

E o Brasil já entrou nessa história. Em janeiro de 2025, Padre Guilherme tocou no topo do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor, no festival Juventude pela Paz. O set misturava música eletrônica com hinos e trechos de discursos papais, incluindo o famoso “Non Abbiate Paura”, de São João Paulo II.

A trajetória dele não começou agora. Ordenado em 1999, atuou como capelão militar com missões no Afeganistão e no Kosovo. A carreira como DJ começou em 2006. Em 2019, segundo a Reuters, ele pediu ao Papa Francisco que abençoasse seus fones de ouvido. Durante a pandemia, passou a fazer lives aos domingos e cresceu nas redes.

Hoje, já tocou em festivais como o Medusa Festival, na Espanha, ao lado de nomes como Alok, Armin van Buuren e Afrojack. No palco, mistura remix de clássicos como Knockin’ on Heaven’s Door, Give Peace a Chance e até tema de Super Mario Bros com mensagens religiosas.

Em entrevista ao Washington Post, ele explicou que quer aproximar os jovens da fé por meio da alegria e da música. Para ele, a pista pode ser um espaço de encontro, amizade e espiritualidade.

O lema que ele repete resume tudo: música eletrônica, paz e fé.

No fim das contas, a história de Padre Guilherme mostra que a música eletrônica é maior do que rótulos. Ela pode estar no clube, no festival, no topo do Corcovado ou dentro de uma catedral. E talvez seja justamente essa capacidade de unir mundos tão diferentes que explica por que a pista continua surpreendendo.


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