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Shaquille O'Neal trocou as quadras pelas picapes

O maior DJ do mundo (sim, estamos falando de altura) no Lollapalooza

por Fabrício Lopes - 24/03/2026



Tem artista que entra no line-up como curiosidade. E tem artista que entra assim… e sai como um dos momentos mais comentados do festival.

Foi exatamente isso que aconteceu com DJ Diesel no Lollapalooza Brasil 2026.

Na sexta-feira, 20 de março, no Palco Perry’s, o que parecia só mais um “rolê aleatório” virou um set daqueles que a galera comenta depois: pesado e com uma presença de palco impossível de ignorar.

Vestindo a camisa do Brasil, Shaq chegou daquele jeito — gigante em todos os sentidos — e entregou um set intenso de dubstep e EDM. Teve pirotecnia, interação com o público o tempo todo e aquele clima de “evento dentro do evento”.

Bass music pesada do começo ao fim, drops agressivos, microfone na mão puxando a galera… e o mais importante: funcionou. Funcionou muito.

Pra quem olhou o nome no line-up e pensou “o que esse cara tá fazendo aí?”, vale dar um passo atrás.

Antes de tudo isso, Shaquille O’Neal foi simplesmente um dos jogadores mais dominantes da história da NBA. Não é exagero.

Com 2,16m de altura e uma presença absurda em quadra, ele foi campeão quatro vezes da liga, MVP de temporada, MVP de finais e protagonista de uma das fases mais marcantes do Los Angeles Lakers no início dos anos 2000. Era aquele tipo de jogador que mudava o jogo sozinho. Força, técnica, carisma… e um nível de domínio que poucos tiveram.

E talvez seja exatamente aí que a história começa a fazer sentido.

Depois de se aposentar, em 2011, Shaq sentiu falta de uma coisa bem específica: a adrenalina. Aquela sensação de estar no centro de tudo, com milhares de pessoas reagindo ao que você faz.

Ele encontrou isso de novo na música.

E não foi algo da noite pro dia. Ainda adolescente, ele já curtia discotecar, juntava dinheiro pra comprar equipamento e tinha uma relação próxima com a música. Nos anos 90, inclusive, lançou o álbum Shaq Diesel e chegou a disco de platina — algo que praticamente nenhum outro atleta conseguiu.

Só que nos últimos anos a coisa ficou séria de verdade.

Com o projeto DJ Diesel, ele mergulhou de vez na bass music. Lançou trabalhos como Gorilla Warfare em 2023, entrou pesado no dubstep e passou a tocar em festivais grandes, com um estilo bem definido: som pesado, impacto direto e muita interação com o público.

Em 2025, veio o EP M.D.E. (Most Dominant Ever), pela Monstercat, com colaborações de nomes fortes da cena. Tudo pensado pra pista. Pra festival. Pra fazer barulho.

E aí a gente volta pro Lollapalooza.

O que se viu ali não foi só um ex-jogador brincando de DJ. Foi alguém que entende o que está fazendo e, principalmente, entende o público.

Shaq usa o microfone, provoca, chama resposta, cria clima. A presença física ajuda, claro — é impossível ignorar um cara daquele tamanho no palco — mas não é só isso. Tem timing, tem leitura de pista, tem entrega.

É o mesmo tipo de domínio que ele tinha nas quadras, só que traduzido pra música.

No fim das contas, aquele “rolê aleatório” virou um dos momentos mais comentados do festival justamente por isso. Porque surpreendeu.

DJ Diesel não é mais só o ex-jogador que virou DJ.
É um artista que encontrou um novo jogo — e claramente sabe como jogar.

E talvez seja essa a parte mais interessante de tudo: mudar de área já é difícil. Mudar e continuar sendo dominante… aí já é coisa pra poucos.


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