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Se Haaland tivesse virado DJ, o Brasil teria sofrido menos
O atacante que eliminou a Seleção já gravou rap, é fã de música eletrônica e agora terá uma faixa remixada por Kygo
por Fabrício Lopes - 07/07/2026

Se Haaland tivesse virado DJ, o Brasil teria sofrido menos
por Fabrício Lopes - 07/07/2026
No domingo, bastava a bola chegar aos pés de Erling Haaland para surgir aquela sensação que todo brasileiro conhece bem depois da eliminação da Copa do Mundo de 2026: agora complicou.
E complicou mesmo.
Foram dois gols, a classificação da Noruega e o fim do sonho brasileiro. Daquelas atuações em que o atacante parece inevitável. A impressão era de que, se a bola caísse no pé dele, alguma coisa aconteceria. E aconteceu.
Mas existe uma curiosidade que talvez poucos conheçam.
Antes de se transformar em um dos maiores atacantes do futebol mundial, Haaland também sonhou, ou pelo menos brincou, com a música.
Aos 16 anos, ele formou o grupo de rap Flow Kingz com dois amigos de um acampamento de futebol. O resultado foi "Kygo Jo", uma faixa gravada em 2017 em homenagem a Kygo. O videoclipe era totalmente despretensioso: três adolescentes pulando em cama elástica, improvisando coreografias e rimando sobre dinheiro, fama e ostentação.
Na época, era apenas uma brincadeira para matar o tédio entre os treinos.
Quase dez anos depois, o vídeo voltou a viralizar. E justamente depois da atuação que eliminou o Brasil da Copa.
A história ficou ainda mais curiosa quando o próprio Kygo entrou na brincadeira. O DJ prometeu lançar um remix da música caso Haaland marcasse contra a Seleção Brasileira.
Ele não marcou apenas um.
Marcou dois.
Poucas horas depois da partida, Kygo apareceu em estúdio com a mensagem "de volta ao trabalho", confirmando que o remix já está sendo produzido.
Mas quem acompanha a música eletrônica sabe que essa não é a única ligação de Haaland com as pistas.
O atacante já comemorou vitórias ao som de "Never Going Home", de Kungs. Já foi visto imitando a icônica dancinha de Solomun durante um treino do Manchester City F.C. Também apareceu curtindo um set de &ME, integrante do coletivo Keinemusik, um dos maiores fenômenos da cena eletrônica atual.
Ou seja, não foi apenas o nome de Kygo que apareceu por acaso naquela música gravada em 2017. A paixão pela música eletrônica parece acompanhar Haaland há bastante tempo.
E fica impossível não imaginar um universo paralelo.
Será que, segurando um microfone, Haaland teria feito o mesmo estrago que fez vestindo a camisa da Noruega?
Será que, atrás de um setup de DJ, ele também seria implacável como é dentro da área?
Provavelmente nunca saberemos.
O que sabemos é que, no futebol, ele foi cruel com os brasileiros. Mas, curiosamente, fora dos gramados, o camisa 9 parece compartilhar a mesma paixão de milhões de DJs e fãs da música eletrônica espalhados pelo mundo.
No fim das contas, a bola escolheu Haaland antes que a cabine de DJ pudesse escolhê-lo. E, para o Brasil, infelizmente, essa foi uma escolha que doeu bastante.



