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Charlotte de Witte levou o techno até a Grande Pirâmide
DJ belga colocou a música do futuro diante de um monumento com mais de 4500 anos
por Fabrício Lopes - 23/10/2026

Charlotte de Witte levou o techno até a Grande Pirâmide
por Fabrício Lopes - 23/10/2026
O techno nasceu entre máquinas, fábricas, galpões e cidades industriais. No Egito, Charlotte de Witte decidiu colocá-lo diante de uma construção que já existia milhares de anos antes da primeira batida eletrônica.
A DJ belga se apresentou diante da Grande Pirâmide de Gizé em 10 de outubro, encerrando a primeira edição do Starlight Festival. A programação também reuniu nomes como Indira Paganotto, Michael Bibi, Cloonee, Vintage Culture e Adriatique.
A imagem é poderosa porque coloca dois extremos no mesmo quadro: um dos monumentos mais antigos do mundo e uma música construída com tecnologia, repetição e a ideia constante de futuro.
Não é a primeira vez que a música eletrônica ocupa um cartão-postal histórico. Pirâmides, castelos, ruínas e desertos viraram cenários desejados por festivais, transmissões e vídeos. Para os artistas, isso produz imagens que atravessam as redes sociais. Para o público, transforma o set em algo maior do que uma apresentação comum.
Mas o verdadeiro impacto não está apenas na fotografia. O techno de Charlotte é direto, escuro e industrial. Quando colocado diante da pirâmide, parece lembrar que a humanidade sempre gostou de construir coisas grandiosas — algumas com pedras, outras com caixas de som.
A apresentação aconteceu poucos dias depois de Charlotte alcançar a sexta posição no Top 100 DJs de 2026. Ela também permaneceu como a mulher mais bem colocada e como principal representante do techno na votação.
A pirâmide resistiu a impérios, guerras e milhares de anos. Agora também pode incluir um set de Charlotte de Witte em seu currículo.



