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Alesso transforma o Empire State Building em pista a 86 andares de altura
No 86º andar do arranha-céu, o DJ sueco misturou clássicos, novidades e mashups enquanto as luzes de Nova York acompanhavam o set
por Fabrício Lopes - 27/10/2026

Alesso transforma o Empire State Building em pista a 86 andares de altura
por Fabrício Lopes - 27/10/2026
O Empire State Building já foi cenário de cinema, símbolo de Nova York e endereço do King Kong. Em 15 de outubro, ganhou uma função nova: virou pista de dança.
Alesso comandou uma apresentação especial no observatório do 86º andar, com uma pequena plateia cercada pela vista de Manhattan. Não é força de expressão: desta vez, a música eletrônica foi realmente parar nas alturas.
O set durou cerca de uma hora e reuniu sucessos, faixas recentes e mashups criados para ligar diferentes fases da carreira do sueco. Enquanto ele tocava, a iluminação do prédio acompanhava a apresentação e deixou a torre em tons de magenta.
Uma pista sobre Manhattan
O evento não teve venda de ingressos para o público. Foi uma apresentação exclusiva organizada em torno de Fight For Love, parceria de Alesso com a cantora Kaitlin Aragon, lançada oficialmente no dia seguinte.
Antes do show, o produtor participou da tradicional cerimônia que aciona as luzes do Empire State Building. Depois, levou a nova música para a cabine e recebeu Kaitlin durante a reta final do set.
Martin Garrix já havia tocado no observatório sem público em 2022. A apresentação de Alesso, porém, transformou o topo do prédio em uma experiência de clube, com convidados, efeitos e uma iluminação sincronizada ao som.
O passado e o presente na mesma altura
Alesso abriu com Destiny, colaboração com SACHA, mas logo mostrou que a noite não seria apenas uma vitrine de lançamentos.
Um dos primeiros grandes momentos misturou “Everybody’s Free”, de Rozalla, com Dive, de Benwal, e I Follow Rivers, de Lykke Li. Três épocas diferentes dividindo a mesma vista — exatamente o tipo de combinação que faz a memória reconhecer uma música enquanto os pés descobrem outra.
A parte mais voltada ao clube trouxe faixas como Get Your Groove On, Smoke Machine e Turn Up The Bass, além de FADE, com Pendulum, e Anywhere You Go, parceria com Argy.
Mashups fizeram a ponte entre gerações
Alesso usou os mashups como uma espécie de elevador musical, subindo e descendo por diferentes momentos da dance music.
Ready To Fly, de Bryan Kearney e Modea, apareceu junto de Surrender, gravada por Alesso com Becky Hill. Imagination, de Amy Wiles, DOREY e KLP, encontrou Innerbloom, do RÜFÜS DU SOL.
Também houve espaço para If I Lose Myself, parceria com o OneRepublic, combinada com Mighty Love, de Eric Prydz e Andreas Postl. O produtor ainda apresentou um remix não lançado de Under Control, de Calvin Harris e Hurts, e recuperou seu remix de Pressure, clássico de Nadia Ali, Starkillers e Alex Kenji.
É justamente aí que o set encontra o público que acompanha Alesso desde a explosão do progressive house no começo da década passada: as novidades chegam, mas os clássicos continuam sendo o ponto de encontro.
A reta final foi feita para arrepiar
Nos minutos finais, Alesso deixou a emoção assumir o comando. Vieram Calling (Lose My Mind), Only You misturada a Without You, de Avicii, e Heroes (We Could Be) combinada com Never Going Home Tonight.
Kaitlin Aragon entrou para cantar Fight For Love ao vivo. O encerramento ficou com In Your Eyes, colaboração de Alesso com o OneRepublic.
A sequência ajuda a explicar por que o produtor permanece tão associado ao lado melódico da música eletrônica. Mesmo diante de um cenário gigantesco, o centro da apresentação não foi apenas o prédio, a altura ou a iluminação. Foi a sensação de reconhecer uma melodia e perceber que milhares de lembranças cabem dentro dela.
Quando o cenário também conta a história
Apresentações em lugares famosos viraram uma ferramenta importante para DJs, mas nem sempre um cartão-postal é suficiente para criar um momento memorável.
No Empire State Building, o cenário funcionou porque conversou com a proposta do set. Alesso reuniu músicas que marcaram sua trajetória, mostrou o som que produz hoje e usou um dos edifícios mais reconhecidos do mundo para reforçar a dimensão emocional de sua música.
A cidade que nunca dorme ganhou uma pista a 86 andares de altura. E Alesso, como bom DJ, fez o elevador musical parar em várias épocas antes de chegar ao topo.
Fontes: We Rave You, Empire State Building e LiveTracklist.



